Há dias fui abordado, numa superfície comercial, por escuteiros que prestavam serviço de voluntariado para o Banco Alimentar Contra a Fome, onde fui convidado a fazer um donativo em géneros para o Banco Alimentar. Desde a primeira hora que sou um grande admirador, e contribuinte, deste enorme projecto da sociedade civil, onde se gera uma gigantesca corrente de solidariedade que visa minorar a dolorosa e cruel realidade da pobreza em pleno Século XXI. Esta iniciativa, da sociedade civil, constitui prova evidente de que a mesma se pode substituir com vantagem ao Estado na resolução de alguns dos problemas com que se confrontam as sociedades modernas, promovendo a inclusão com proximidade e afectividade. Actualmente, na nossa sociedade, reina uma lógica de desperdício e de excedentes, aquilo que o Banco Alimentar demonstra é que rompendo com o comodismo é possível fazer um caminho diferente: do pouco, posso fazer o muito do próximo.
Nesse fim-de-semana, e para se ter uma ideia dos números envolvidos, os 17.700 voluntários dos Bancos Alimentares Contra a Fome, recolheram um total de 1.659 toneladas de géneros alimentares, que serão distribuídos a um total de 1.330 Instituições de Solidariedade Social a mais de 219 mil pessoas com carências alimentares. Dá que pensar!
A ONU (Organização das Nações Unidas) decretou o dia 5 de Dezembro como o “Dia Internacional do Voluntariado”, esta data reveste-se de um significado muito especial, pois todo o trabalho acima descrito, assim como o exemplar papel de dedicação ao próximo de todos os que trabalham voluntariamente nas diversas áreas e Instituições (Hospitais, Lares, etc.), dando um contributo da mais assinalada valia para a construção de um mundo mais fraterno e solidário, deve ser realçado e encorajado como alavanca de uma sociedade mais justa.
Por esta altura do ano, tradicionalmente, estamos com maior predisposição para ajudar o próximo, todos achamos que somos solidários “qb” e ponto, assunto arrumado. Só que não podemos deixar que este acto “per si” crie uma cortina de indiferença tal, que nos turve a visão para o resto do ano.
Termino com um pensamento: Não somos felizes quando todos gostam de nós e nos ajudam, mas sim quando gostamos dos outros e os ajudamos.
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